Revisão para a prova online - Planeta Sustentável
1. (ENEM, 2009) O autor da constituição de 1937, Francisco Campos, afirma no seu livro, O Estado Nacional, que o eleitor seria apático; a democracia de partidos conduziria à desordem; a independência do Poder Judiciário acabaria em injustiça e ineficiência; e que apenas o Poder Executivo, centralizado em Getúlio Vargas, seria capaz de dar racionalidade imparcial ao Estado, pois Vargas teria providencial intuição do bem e da verdade, além de ser um gênio político. CAMPOS. F. O Estado nacional. Rio de Janeiro: José Olympio, 1940 (adaptado).
Segundo as ideias de Francisco Campos,
A. os eleitores, políticos e juízes seriam mal-intencionados.
B. o governo Vargas seria um mal necessário, mas transitório.
A. os eleitores, políticos e juízes seriam mal-intencionados.
B. o governo Vargas seria um mal necessário, mas transitório.
C. Vargas seria o homem adequado para implantar a democracia de partidos.
D. a Constituição de 1937 seria a preparação para uma futura democracia liberal.
E. Vargas seria o homem capaz de exercer o poder de modo inteligente e correto.
D. a Constituição de 1937 seria a preparação para uma futura democracia liberal.
E. Vargas seria o homem capaz de exercer o poder de modo inteligente e correto.
2. (ENEM, 2013)
PEDERNEIRAS, R. Revista da Semana, ano 35, n. 40, 15 set. 1934. In: LEMOS, R.
(Org.). Uma história do Brasil através das caricaturas (1840–2001).
Rio de Janeiro. Bom Texto, Letras e Expressões, 2001.
Na imagem, da década de 1930, há uma crítica à conquista de um direito pelas mulheres, relacionado com a:
A. redivisão do trabalho doméstico.
B. liberdade de orientação sexual.
C. garantia da equiparação salarial.
D. aprovação do direito ao divórcio.
E. obtenção da participação eleitoral.
Rio de Janeiro. Bom Texto, Letras e Expressões, 2001.
Na imagem, da década de 1930, há uma crítica à conquista de um direito pelas mulheres, relacionado com a:
A. redivisão do trabalho doméstico.
B. liberdade de orientação sexual.
C. garantia da equiparação salarial.
D. aprovação do direito ao divórcio.
E. obtenção da participação eleitoral.
3. (ENEM, 2011) É difícil encontrar um texto sobre a Proclamação da República no Brasil que não cite a afirmação de Aristides Lobo, no Diário Popular de São Paulo, de que “o povo assistiu àquilo bestializado”. Essa versão foi relida pelos enaltecedores da Revolução de 1930, que não descuidaram da forma republicana, mas realçaram a exclusão social, o militarismo e o estrangeirismo da fórmula implantada em 1889. Isto porque o Brasil brasileiro teria nascido em 1930.
MELLO, M. T. C. A república consentida: cultura democrática e científica no final do
Império. Rio de Janeiro: FGV, 2007 (adaptado).
O texto defende que a consolidação de uma determinada memória sobre a Proclamação da República no Brasil teve, na Revolução de 1930, um de seus momentos mais importantes. Os defensores da Revolução de 1930 procuraram construir uma visão negativa para os eventos de 1889, porque esta era uma maneira de:
A. valorizar as propostas políticas democráticas e liberais vitoriosas.
B. resgatar simbolicamente as figuras políticas ligadas à Monarquia.
C. criticar a política educacional adotada durante a República Velha.
D. legitimar a ordem política inaugurada com a chegada desse grupo ao poder.
E. destacar a ampla participação popular obtida no processo da Proclamação.
MELLO, M. T. C. A república consentida: cultura democrática e científica no final do
Império. Rio de Janeiro: FGV, 2007 (adaptado).
O texto defende que a consolidação de uma determinada memória sobre a Proclamação da República no Brasil teve, na Revolução de 1930, um de seus momentos mais importantes. Os defensores da Revolução de 1930 procuraram construir uma visão negativa para os eventos de 1889, porque esta era uma maneira de:
A. valorizar as propostas políticas democráticas e liberais vitoriosas.
B. resgatar simbolicamente as figuras políticas ligadas à Monarquia.
C. criticar a política educacional adotada durante a República Velha.
D. legitimar a ordem política inaugurada com a chegada desse grupo ao poder.
E. destacar a ampla participação popular obtida no processo da Proclamação.
4. (ENEM, 2009) A partir de 1942 e estendendo-se até o final do Estado Novo, o Ministro do Trabalho, Indústria e Comércio de Getúlio Vargas falou aos ouvintes da Rádio Nacional semanalmente, por dez minutos, no programa “Hora do Brasil”. O objetivo declarado do governo era esclarecer os trabalhadores acerca das inovações na legislação de proteção ao trabalho.
GOMES, A. C. A invenção do trabalhismo. Rio de Janeiro: IUPERJ / Vértice. São Paulo: Revista dos Tribunais, 1988 (adaptado).
Os programas “Hora do Brasil” contribuíram para:
A. conscientizar os trabalhadores de que os direitos sociais foram conquistados por seu esforço, após anos de lutas sindicais.
B. promover a autonomia dos grupos sociais, por meio de uma linguagem simples e de fácil entendimento.
C. estimular os movimentos grevistas, que reivindicavam um aprofundamento dos direitos trabalhistas.
D. consolidar a imagem de Vargas como um governante protetor das massas.
E. aumentar os grupos de discussão política dos trabalhadores, estimulados pelas palavras do ministro.
Os programas “Hora do Brasil” contribuíram para:
A. conscientizar os trabalhadores de que os direitos sociais foram conquistados por seu esforço, após anos de lutas sindicais.
B. promover a autonomia dos grupos sociais, por meio de uma linguagem simples e de fácil entendimento.
C. estimular os movimentos grevistas, que reivindicavam um aprofundamento dos direitos trabalhistas.
D. consolidar a imagem de Vargas como um governante protetor das massas.
E. aumentar os grupos de discussão política dos trabalhadores, estimulados pelas palavras do ministro.
5. A figura de Getúlio Vargas, como personagem histórica, é bastante polêmica, devido à complexidade e à magnitude de suas ações como presidente do Brasil durante um longo período de quinze anos (1930-1945). Foram anos de grandes e importantes mudanças para o país e para o mundo. Pode-se perceber o destaque dado a Getúlio Vargas pelo simples fato de este período ser conhecido no Brasil como a “Era Vargas”. Entretanto, Vargas não é visto de forma favorável por todos. Se muitos o consideram como um fervoroso nacionalista, um progressista ativo e o “Pai dos Pobres”, existem outros tantos que o definem como ditador oportunista, um intervencionista e amigo
das elites.
das elites.
Provavelmente você percebeu que as duas opiniões sobre Vargas são opostas, defendendo valores praticamente antagônicos. As diferentes interpretações do papel de uma personalidade histórica podem ser explica das, conforme uma das opções abaixo. Assinale-a.
a) Um dos grupos está totalmente errado, uma vez que a permanência no poder depende de ideias coerentes e de uma política contínua.
b) O grupo que acusa Vargas de ser ditador está totalmente errado. Ele nunca teve uma orientação ideológica favorável aos regimes politicamente fechados e só tomou medidas duras forçado pelas circunstâncias.
c) Os dois grupos estão certos. Cada um mostra Vargas da forma que serve melhor aos seus interesses, pois ele foi um governante apático e fraco – um verdadeiro marionete nas mãos das elites da época.
d) O grupo que defende Vargas como um autêntico nacionalista está totalmente enganado. Poucas medidas nacionalizantes foram tomadas para iludir os brasileiros, devido à política populista do varguismo, e ele fazia tudo para agradar aos grupos estrangeiros.
e) Os dois grupos estão errados, por assumirem características parciais, e às vezes conjunturais, como sendo posturas definitivas e absolutas.
a) Um dos grupos está totalmente errado, uma vez que a permanência no poder depende de ideias coerentes e de uma política contínua.
b) O grupo que acusa Vargas de ser ditador está totalmente errado. Ele nunca teve uma orientação ideológica favorável aos regimes politicamente fechados e só tomou medidas duras forçado pelas circunstâncias.
c) Os dois grupos estão certos. Cada um mostra Vargas da forma que serve melhor aos seus interesses, pois ele foi um governante apático e fraco – um verdadeiro marionete nas mãos das elites da época.
d) O grupo que defende Vargas como um autêntico nacionalista está totalmente enganado. Poucas medidas nacionalizantes foram tomadas para iludir os brasileiros, devido à política populista do varguismo, e ele fazia tudo para agradar aos grupos estrangeiros.
e) Os dois grupos estão errados, por assumirem características parciais, e às vezes conjunturais, como sendo posturas definitivas e absolutas.
6. O grosso das manifestações de fidelidade ao Estado Novo repousava (...) nos estivadores e nos operários das fábricas de tecidos de Bangu. Os estivadores porque (...) estavam sujeitos a um rígido controle policial e ministerial. As carteiras profissionais eram apreendidas até a terminação da parada e só podiam trabalhar no dia seguinte se tivessem passado pelo visto de comparecimento. Quanto aos operários de Bangu, todos conheciam o íntimo grau de relações entre seus patrões e o Estado Novo. Havia livro de ponto e punição aos faltosos. Um verdadeiro comboio de caminhões se encarregava de trazê-los e levá-los depois da “[manifestação] trabalhista espontânea” (...) (Afonso Henriques, Ascensão e queda de Getúlio Vargas. Apud Nosso Século (1930-1945). Adaptado.)
Acerca da imagem e do texto, é possível perceber, respectivamente, durante o Estado Novo:
a) o isolamento do ditador das massas populares; a determinação política dos trabalhadores mais politizados em apoiar o regime autoritário.
b) que a propaganda oficial exaltava valores da liberdade; que apenas os trabalhadores com carteira profissional participavam das manifestações públicas.
c) que havia importante respeito às diversidades regionais; que as manifestações de apoio ao Estado Novo só contavam com o apoio de trabalhadores com baixa qualificação.
d) a defesa da formação militarizada da juventude; que apenas os sindicatos presentes nos atos políticos do Estado Novo podiam ter representação nas casas legislativas.
a) o isolamento do ditador das massas populares; a determinação política dos trabalhadores mais politizados em apoiar o regime autoritário.
b) que a propaganda oficial exaltava valores da liberdade; que apenas os trabalhadores com carteira profissional participavam das manifestações públicas.
c) que havia importante respeito às diversidades regionais; que as manifestações de apoio ao Estado Novo só contavam com o apoio de trabalhadores com baixa qualificação.
d) a defesa da formação militarizada da juventude; que apenas os sindicatos presentes nos atos políticos do Estado Novo podiam ter representação nas casas legislativas.
e) o
reforço da imagem paternal do presidente Vargas; que nem sempre contava as ações
espontâneas dos
trabalhadores
nas manifestações.
7. Sobre o movimento do Contestado, ocorrido de 1912 a 1916, considere as afirmativas abaixo:
I. No início do movimento, o monge José Maria, sua principal liderança, foi morto, mas suas orientações continuaram a exercer influência sobre os participantes.
II. Esse movimento acabou por agregar diferentes segmentos sociais, como posseiros e sitiantes expulsos de suas terras, e comunidades negras e caboclas.
III. O movimento do Contestado tinha características milenares e messiânicas, mas também políticas, de contestação social.
IV. Apesar do cunho contestatório, a simpatia para com a República é uma característica continuamente presente no movimento do Contestado.
V. Uma das principais causas do movimento foi o fato de os sertanejos – ou caboclos – terem sido expulsos de suas terras pela estrada de ferro construída na região.
Assinale a alternativa correta:
a. Somente as afirmativas 3, 4 e 5 são verdadeiras.
b. Somente as afirmativas 1 e 4 são verdadeiras.
c. Somente as afirmativas 1, 2, 3 e 5 são verdadeiras.
d. Somente as afirmativas 2 e 3 são verdadeiras.
e. Somente as afirmativas 1, 2, 4 e 5 são verdadeiras.
8. (PUC) A Rebelião de Canudos foi fruto:
a) Do fanatismo religioso de populares sem condições econômicas de subsistência;
b) Do desejo de restaurar a monarquia portuguesa no Brasil;
c) Da conspiração de grupos conservadores;
d) Da organização de grupos de jagunços no sertão;
e) n.d.a.
a) Do fanatismo religioso de populares sem condições econômicas de subsistência;
b) Do desejo de restaurar a monarquia portuguesa no Brasil;
c) Da conspiração de grupos conservadores;
d) Da organização de grupos de jagunços no sertão;
e) n.d.a.
9. Os
movimentos messiânicos eram mais comuns do Brasil do que imaginávamos. Além de
Canudos, várias revoltas envolvendo seguidores destes movimentos eclodiram
durante a primeira metade de século passado. Como o Messianismo foi
possível?
a)Devido a concentração latifundiária, o estado de miséria dos camponeses, a prática do coronelismo e a forte religiosidade popular.
b)Devido unicamente a religiosidade do sertanejo que encontrava nas práticas do messias um conforto para a vida miserável que estava submetido.
c)Devido ao grande poder dos líderes messiânicos cujo prestígio era medido pela quantidade de eleitores que controlasse conseguindo desta forma se eleger para os cargos políticos.
d)Em virtude do temor que as profecias dos beatos causavam à população mais pobre, preferindo resignar-se a vida de perigrinações e orações para salvação da alma.
e)Em razão do clima de insegurança que assolava o campo causado pelo banditismo obrigando a população mais pobre abrigarem-se nos movimentos messiânicos para se proteger.
a)Devido a concentração latifundiária, o estado de miséria dos camponeses, a prática do coronelismo e a forte religiosidade popular.
b)Devido unicamente a religiosidade do sertanejo que encontrava nas práticas do messias um conforto para a vida miserável que estava submetido.
c)Devido ao grande poder dos líderes messiânicos cujo prestígio era medido pela quantidade de eleitores que controlasse conseguindo desta forma se eleger para os cargos políticos.
d)Em virtude do temor que as profecias dos beatos causavam à população mais pobre, preferindo resignar-se a vida de perigrinações e orações para salvação da alma.
e)Em razão do clima de insegurança que assolava o campo causado pelo banditismo obrigando a população mais pobre abrigarem-se nos movimentos messiânicos para se proteger.
10. Embora
fossem movimentos ligados a questão agrária e a falta de justiça no campo
Canudos e o Cangaço possuem finalidades distintas. Em relação a esta
diferenciação dos objetivos do Cangaço e de Canudos podemos afirmar como correto
que:
a)O cangaceiro tinha um fim social na sua prática, pois busca a posse da terra e a justiça social, saqueando e roubando dos ricos para doar aos pobres. Eram considerados os justiceiros pobres.
b)O cangaceiro não tinha nenhum fim social na sua prática, não busca a posse da terra e tampouco a justiça social. Luta simplesmente pela sobrevivência praticando a violência.
c)O cangaceiro é um tipo de bandido social que procura aplicar a justiça contra os desmandos dos poderosos no sertão nordestino.
d)Canudos não tinha nenhum fim social na sua prática, não busca a posse da terra e tampouco a justiça social. Luta simplesmente pela sobrevivência praticando o fanatismo religioso.
e)Canudos tinha um fim social, mas não busca a posse da terra apenas a justiça social mesmo que fosse alcançada por métodos violentos justificados pelo fanatismo religioso.
a)O cangaceiro tinha um fim social na sua prática, pois busca a posse da terra e a justiça social, saqueando e roubando dos ricos para doar aos pobres. Eram considerados os justiceiros pobres.
b)O cangaceiro não tinha nenhum fim social na sua prática, não busca a posse da terra e tampouco a justiça social. Luta simplesmente pela sobrevivência praticando a violência.
c)O cangaceiro é um tipo de bandido social que procura aplicar a justiça contra os desmandos dos poderosos no sertão nordestino.
d)Canudos não tinha nenhum fim social na sua prática, não busca a posse da terra e tampouco a justiça social. Luta simplesmente pela sobrevivência praticando o fanatismo religioso.
e)Canudos tinha um fim social, mas não busca a posse da terra apenas a justiça social mesmo que fosse alcançada por métodos violentos justificados pelo fanatismo religioso.
11. Leia:
O encontro de Rodolfo Cavalcante com Lampião (Trecho de Cordel)
"Foi Virgulino
Ferreira
Pobre
homem injustiçado
E por
isto vingativo
Se
tornou um acelerado,
Se a
justiça fosse reta
Nem
jornalista ou poeta,
O
teria decantado. (...)
Embora
seja criança
Com
meus 15 anos de idade
Pude
ver em Lampião
Vítima
da sociedade.
Talvez
ele em outro meio
(Posso
dizer sem receio)
Era
útil à humanidade ! (...)"
Para
o autor do Cordel Lampião é uma “vítima da sociedade”. Dentro desta perspectiva
histórica, o cangaço é um fenômeno social resultante:
a. das
alianças firmadas entre jagunços e coronéis no sentido de perpetuar o poder
oligárquico no sertão brasileiro.
b. das brigas entre os grandes coronéis, que incentivavam a formação de grupos de
cangaceiros para se fortalecerem.
c. dos
conflitos entre famílias poderosas, que levavam alguns de seus membros a
entrarem no cangaço para eliminar os inimigos.
d. das
poucas oportunidades oferecidas aos sertanejos em um contexto social marcado
pela exploração oligárquica, pela miséria e pela fome.
e. das
disputas políticas entre grupos de jovens sertanejos, que se armavam e lutavam
entre si para garantir o domínio de algumas cidades ou região.
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