Questões de revisão para a prova online - Imigrantes

1. (ENEM) Em 2008 foram comemorados os 200 anos da mudança da família real portuguesa para o Brasil, onde foi instalada a sede do reino. Uma sequência de eventos importantes ocorreu no período 1808-1821, durante os 13 anos em que D. João VI e a família real portuguesa permaneceram no Brasil.
Entre esses eventos, destacam-se os seguintes:
• Bahia – 1808: Parada do navio que trazia a família real portuguesa para o Brasil, sob a proteção da marinha britânica, fugindo de um possível ataque de Napoleão.
• Rio de Janeiro – 1808: desembarque da família real portuguesa na cidade onde residiriam durante sua permanência no Brasil.
• Salvador – 1810: D. João VI assina a carta régia de abertura dos portos ao comércio de todas as nações amigas, ato antecipadamente negociado com a Inglaterra em troca da escolta dada à esquadra portuguesa.
• Rio de Janeiro – 1816: D. João VI torna-se rei do Brasil e de Portugal, devido à morte de sua mãe, D. Maria I.
• Pernambuco – 1817: As tropas de D. João VI sufocam a revolução republicana.
GOMES. L. 1808: como uma rainha louca, um príncipe medroso e uma corte corrupta enganaram Napoleão e mudaram a história de Portugal e do Brasil. São Paulo: Editora Planeta, 2007 (adaptado)
Uma das consequências desses eventos foi
a) a decadência do império britânico, em razão do contrabando de produtos ingleses através dos portos brasileiros.
b) o fim do comércio de escravos no Brasil, porque a Inglaterra decretara, em 1806, a proibição do tráfico de escravos em seus domínios.
c) a conquista da região do rio da Prata em represália à aliança entre a Espanha e a França de Napoleão.
d) a abertura de estradas, que permitiu o rompimento do isolamento que vigorava entre as províncias do país, o que dificultava a comunicação antes de 1808.
e) o grande desenvolvimento econômico de Portugal após a vinda de D. João VI para o Brasil, uma vez que cessaram as despesas de manutenção do rei e de sua família.

2. Fatec-SP. A Vinda da Família Real Portuguesa ao Brasil:
"Incapaz de se defender contra o invasor e na iminência de vir a perder a soberania, o regente D. João acaba por aceitar a sugestão insistente de seus conselheiros, entre eles o Conde de Linhares, um elo com Lorde Strangford, plenipotenciário inglês em Lisboa e prin­cipal patrocinador da idéia de transferência da família real para o Brasil".
O autor se refere à vinda da Corte portuguesa, que, na realidade, beneficiou principalmente:
a. a Portugal, pois o controle direto do governo da colônia possibilitou uma política econômica que favoreceu as finanças portuguesas.
b. à Inglaterra, que passou a ter, no mercado da colônia, privilégios especiais, fato que colocou o Brasil na sua total dependência econômica.
c. ao Brasil, porque, após o profícuo período da administração de D. João e sua volta a Portugal, a economia brasileira estava estabilizada.
d. a todas as nações, pois o decreto de abertura dos portos possibilitou a colocação de seus produtos no mercado brasileiro a taxas mínimas.
e. a todas as nações européias que, beneficiando-se da abertura de novos mercados na América, puderam reorganizar-se para destruir o exército de Napoleão.

3. (Fuvest-SP.) A Vinda da Família Real Portuguesa ao Brasil:
"…quando o príncipe regente português, D. João, che­gou de malas e bagagens para residir no Brasil, houve um grande alvoroço na cidade do Rio de Janeiro. Afinal era a própria encarnação do rei […] que aqui desem­barcava. D. João não precisou, porém, caminhar muito para alojar-se. Logo em frente ao cais estava localizado o Palácio dos Vice-Reis".
Lilia Schwarcz. As barbas do imperador.
O significado da chegada de D. João ao Rio de Janeiro pode ser resumido como:
a. decorrência da loucura da rainha Dona Maria I, que não conseguia se impor no contexto político europeu.
b. fruto das derrotas militares sofridas pelos portu­gueses ante os exércitos britânicos e de Napoleão Bonaparte.
c. inversão da relação entre metrópole e colônia, já que a sede política do Império passava do centro para a periferia.
d. alteração da relação política entre monarcas e vice-reis, pois estes passaram a controlar o mando a partir das colônias.
e. imposição do comércio britânico, que precisava do deslocamento do eixo político para conseguir isenções alfandegárias.
4. Leia o texto a seguir para responder ao que pede a questão.

Decreto das Cortes Portuguesas
"A 24 de abril de 1821, as Cortes de Lisboa declararam os governos provinciais independentes do Rio de Janeiro, subordinando-os diretamente às Cortes. Antes mesmo que lá chegassem os deputados brasileiros, já tratavam as Cortes, em 29 de setembro de 1821, de assuntos de sumo interesse para o Brasil, decidindo transferir para Lisboa [...] o Conselho da Fazenda, a Junta de Comércio, a Casa de Suplicação e várias outras repartições instaladas no país por d. João VI. Decretava-se a seguir, em 29 de setembro, 1º e 18 de outubro a volta do príncipe regente, nomeando-se para cada província, na qualidade do Poder Executivo, um governador-de-armas, independente das junta e destacando novos contingentes de tropas para o Rio de Janeiro e Pernambuco.”
COSTA, Emília Viotti da. Introdução do estudo da emancipação política do Brasil. In: MOTA, Carlos Guilherme (org.). Brasil em perspectiva. São Paulo: Difel, 1976.

O texto acima se refere às deliberações das Cortes em Portugal, formada quando a família real portuguesa estava no Brasil, que pretendiam eliminar várias ações de autonomia administrativa implantadas por D. João VI na possessão portuguesa da América. Sobre o processo de Independência do Brasil é incorreto afirmar que:
a. a primeira medida de autonomia econômica realizada por D. João VI foi a abertura dos portos às nações amigas.
b. frente à pressão das Cortes, o príncipe regente D. Pedro I dirigiu-se a Portugal para prestar contas, voltando, porém, ao Brasil logo depois para poder realizar a Independência.
c. a formação das Cortes obrigou D. João VI a retornar a Portugal, visto estar receoso de perder o poder na metrópole.
d. as Cortes formadas em Portugal foi uma consequência da Revolução Liberal do Porto, de 1820.

5. Leia as afirmativas abaixo sobre o processo da Independência do Brasil e assinale se as mesmas são Verdadeiras (V) ou Falsas (F).

I. ( ) A abertura dos portos brasileiros às demais nações do mundo pode ser vista como um primeiro “grito de independência”, em que a colônia brasileira não mais estaria atrelada ao monopólio comercial imposto pelo antigo pacto colonial.

II. ( ) Como resposta à imposição das Cortes pelo seu retorno a Portugal, Dom Pedro I firmou uma resolução onde dizia que nenhuma ordem vinda de Portugal poderia ser adotada sem sua autorização prévia.

III. ( ) No contexto de acirramento das tensões entre as Cortes e a colônia portuguesa, o príncipe regente baixou os impostos e equiparou as autoridades militares nacionais às lusitanas.

IV. ( ) Dom Pedro I incorporou figuras políticas contra a independência aos quadros administrativos de seu governo, como José Bonifácio, defensor de situação colonial brasileira e do poder régio português, pretendendo com essa manobra enganar as Cortes de suas reais intenções.

6. Um evento ocorrido em Portugal foi de suma importância para a deflagração da Independência do Brasil, já que obrigou D. João VI a cruzar novamente o Atlântico, em retorno a Portugal. Qual foi esse evento?
a. Revolução da Maria da Fonte
b. Revolta da Patuleia.
c. Revolta Liberal do Porto.
d. Revolução dos Cravos.

7. Sobre o processo de Independência deflagrado no Brasil em 1822, que implementou o Primeiro Reinado, é possível dizer que:
a. Dom Pedro antecipou-se à estratégia de seu irmão, D. Miguel, que também queria ser imperador do Brasil.
b. foi um processo deflagrado no Brasil após a morte de D. João VI.
c. foi um processo coordenado pelos revolucionários latino-americanos, como Bartolomé Mitre e Simon Bolívar.
d. foi um processo articulado por Napoleão Bonaparte, que fugiu da ilha de Santa Helena para o Brasil em 1819.
e. foi um reflexo da Revolução Liberal do Porto (1820), que exigiu o retornou de D. João VI para Portugal.

8. Sobre a Independência do Brasil, é incorreto afirmar que:
a. foi preparada pelas camadas dominantes, assustadas com as atitudes recolonizadoras das Cortes portuguesas.
b. a maçonaria trabalhou ativamente, aliciando D. Pedro para fazer frente ao inimigo comum, as Cortes de Lisboa.
c. conservou-se a Monarquia, pois ela representava os interesses dos proprietários rurais, garantindo a ordem, a unidade do País e afastando a participação do povo no governo.
d. o primeiro país a reconhecer nossa independência foi a Inglaterra, interessada em reservar para si o mercado brasileiro; em seguida, houve o reconhecimento por parte dos EUA. 

9. A estrutura social do Brasil, com a Independência:
a. alterou-se bastante com o rápido crescimento da classe média e da população urbana em geral.
b. praticamente não se alterou, pois manteve-se o controle da classe dominante agrária sobre a vida econômica e política do país.
c. sofreu alterações significativas, na medida em que o crescimento, no decorrer do Primeiro Reinado, foi bastante rápido. 
d. não se alterou, exceção feita à classe média, cujo crescimento, no decorrer do Primeiro Reinado, foi bastante rápido.
e. alterou-se bastante, na medida em que a participação política das classes mais baixas da população passou a ser muito grande. 

10. O reconhecimento da Independência do Brasil, por parte de Portugal: 
a. foi realizado sem maiores dificuldades, tendo a Inglaterra e os Estados Unidos reconhecido o governo ainda no ano de 1822.
b. não representou problemas, visto que D. João VI percebeu claramente a impossibilidade de Portugal obstar a emancipação de sua ex-colônia. 
c. foi somente realizado após um acordo, obtido em agosto de 1825, segundo o qual, pela troca do reconhecimento da Independência, o Brasil pagaria £2.000.000 a Portugal.
d. verificou-se sem maiores dificuldades, muito embora a Inglaterra objetasse ao reconhecimento, pois pretendia auferir vantagens políticas da situação.
e. foi obtido pela força, depois que o exército brasileiro derrotou as tropas portuguesas do general Madeira. 

11. Com relação à Constituição de 1824, é INCORRETO afirmar:
a. foi outorgada à Nação, após a dissolução da Assembleia Constituinte de 1823, e elaborada por um conselho de 10 membros, nomeados pelo Imperador.
b. possuía quatro poderes: Legislativo, Executivo, Judiciário e Moderador.
c. pelo poder Moderador, o imperador podia nomear e demitir os ministros de Estado e os presidentes de província e escolher os senadores em listas tríplices.
d. determinava que o voto seria universal e secreto.
e. vigorou até 1889, tendo como alteração de importância o Ato Adicional de 1834. 

12. Sob o ponto de vista político, a Regência:
a. foi um período bastante calmo, com as diversas regências sucedendo-se no poder, normal e democraticamente, através de eleições livres.
b. foi um período extremamente agitado, caracterizado por intrigas políticas: lutas partidárias e uma sucessão de levantes militares e de revoltas armadas.
c. caracterizou-se por violenta disputa entre os dois principais partidos da época: os chamados Partido Brasileiro e Partido Português.
e. enfraqueceu a elite agrária, que perdeu o controle político do país. 

13. Ainda com à evolução política do Período Regencial, assinale a alternativa incorreta: 
a. Foi criada, em 1831, a Guarda Nacional, sujas patentes de oficial eram adquiridas por elementos da classe dominante agrária. 
b. A Guarda Nacional teve sua criação em vista do fato de que os militares do Exército vinham tomando posições cada vez mais radicais.
c. O padre Feijó instalou em 1832 a sua Regência Una, a partir de um golpe parlamentar.
d. O Ato Adicional de 1834, introduziu medidas descentralizadoras, dando maior autonomia aos governos provinciais e criando as Assembleias Legislativas Provinciais.
e. As revoltas do período foram causadas pela péssima situação econômica e social em que se encontrava o país, bem como pela excessiva centralização do poder pela Constituição de 1824, que não levava em conta as disparidades regionais. 

14. Após a eleição da primeira Regência Una, a composição partidária no Brasil:
a. não se alterou, continuando constituída pelos mesmos três grandes partidos do período anterior.
b. foi alterada, sendo os três partidos anteriores substituídos por duas novas agremiações: o Partido Progressista, que apoiava Feijó, e o Partido Regressista, que o combatia.
c. não se alterou muito embora tenha sido constituídas coligações partidárias que modificaram a composição do Congresso, em número de deputados oposicionistas e situacionistas. 
d. foi alterada, passando a ser composta por quatro grandes partidos e três agremiações menores, entre os quais, o Partido Republicano Independente.
e. foi alterada, constituindo um partido único, para evitar a participação de militares na vida política. 


GABARITO
1. C
2. B
3. C
4. B
5. I. V - II. V - III. V - IV. F 
6. C
7. E
8. D
9. B
10. C 
11. D
12. B
13. C
14. B


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